Na Quinta-feira Santa, fazemos memória da última ceia, quando Jesus nos deixa o exemplo do lava-pés, e também celebramos a instituição da Sagrada Eucaristia. Gestos de humildade, doação, testemunho de amor.
Jesus reúne-se com seus discípulos, os escolhidos para seguir o Seu exemplo, dar testemunho do Evangelho, para a conversão de muitos. Naquele momento, Jesus ainda tinha o que ensinar não só através da Sua Palavra, mas ainda pelo exemplo e antecipação do Seu sacrifício.
Ao retirar o seu manto, cingir-se com a toalha e colocar-se como servo de seus discípulos, Jesus mais uma vez se rebaixa: é Mestre e Senhor, mas serve como um escravo. Não se prende à condição divina, nem a status humanos, porém dispõe de si mesmo como aquele que serve. Humildemente, se rebaixa para dar o exemplo, postura que contraria, confunde, a ponto de o próprio Pedro questionar: “Senhor, Tu, lavar-me os pés?” (Jo 13, 6). Como é difícil apreender a profundidade do gesto de Jesus… Acostumados a buscarmos o lugar de destaque, reconhecimento e almejar que sempre sejamos servidos, é inquietante o exemplo de Jesus. Exemplo que nos provoca: se o Mestre e Senhor serve, se o Filho de Deus se rebaixa, é essa a postura que Ele espera de nós. O Senhor deu primeiro o exemplo, cabe a nós segui-lo: Jesus não só ensinou com a Palavra, mas a viveu, a testemunhou.
Ao erguer o pão e o vinho, como Seu corpo e sangue, Jesus institui a Sagrada Eucaristia, antecipando o Seu sacrifício de amor. Não só se fez servo, mas doou-se inteiramente, não nos poupou nada. Com esse gesto, mergulha-nos em um profundo mistério…
Toda vez que um sacerdote consagra o pão e o vinho, é o sacrifício do Senhor que se atualiza, instante em que estamos diante de Jesus na cruz, contemplando o Seu amor, o Seu sacrifício pela humanidade. Ofereceu o Seu tempo, os Seus dons, a Sua Palavra, a Sua existência, a Sua vida… Sacrificou-se livremente por amor ao Pai e à humanidade. Amor que também nos questiona: que amor é esse, capaz de renunciar a si mesmo pelo bem dos outros? viagra et similaire Que amor é esse que não se cansa, nem desiste do ser amado, mesmo que ele não o mereça? Que amor é esse que se oferta livre e gratuitamente sem esperar nada em troca? Mais uma vez Jesus não só fala do seu amor, demonstra-o, prova-o.
Neste dia, somos colocados diante dos últimos gestos de Jesus, o Seu exemplo, os ensinamentos finais, a Sua vontade para a vida daqueles que Ele amou e ama até o fim: os discípulos primeiros, os seguidores atuais. Que os nossos olhos contemplem a beleza suprema e os corações sejam transformados pela força do exemplo, do sacrifício do Senhor, é preciso viver o amor que se doa.