As práticas da Quaresma nos ajudam a vencer os pecados capitais que tanto nos angustiam. Por isso, a importância de termos consciência de como esses pecados capitais se manifestam em nós a fim de responder ao apelo de conversão que o Senhor nos dirige especialmente neste tempo litúrgico. viagra pour se branler
Hoje refletiremos sobre o pecado da ira. Esse é o pecado capital que mais aparece na Sagrada Escritura: 274 vezes.
A ira pode ser definida como uma raiva excessiva e desordenada. Ela é perigosa porque pode facilmente obscurecer ou mesmo cegar a nossa razão. Algumas pessoas são mais vulneráveis à ira, como por exemplo, as mais agitadas, as ansiosas e as coléricas.
Esse pecado pode apresentar quatro estágios: a pessoa inflama-se interiormente, externa isso em palavras, parte para ações ofensivas e guarda rancor.
A primeira coisa que devemos fazer quando estamos com raiva de alguém ou de alguma situação é atrasar nossa tomada de atitude. Ou seja: evitar tomar alguma atitude até que tenha se acalmado. O atraso nos confere tempo para reconsiderarmos aquela situação sob uma nova perspectiva.
No caso de envolver alguém, por exemplo, podemos tentar ver o problema pela perspectiva do outro, levando em consideração as motivações que o levaram a fazer determinada coisa. Finalmente, ter um coração permanentemente propenso ao perdão é mais uma maneira de conter a ira.
São três as virtudes que servem como antídoto para a ira: a paciência: segundo Santo Tomás, a paciência é uma virtude relacionada à fortaleza, que nos capacita a suportar dificuldades e sofrimentos sem nos sentir tristes ou derrotados, principalmente quando essas dificuldades tiverem sido criadas pela ação dos outros; clemência: está relacionada à temperança e, para Santo Tomás, pela ira a pessoa é levada a infligir uma pena muito severa, enquanto que é próprio da clemência suavizar a pena; mansidão: enquanto que a clemência modera a punição externa, a mansidão atenua a paixão da ira, propriamente.
Não é verdade que, quando somos corrigidos com mansidão, o desejo de nos endireitar é maior do que quando essa correção é feita por uma pessoa irada, irritada?
Por último, recordemos o que nos diz a Carta de São Paulo aos Coríntios: “A caridade (…) não se irrita” (1Cor 13,5).
Francivaldo da Silva Sousa
Consagrado de Vida da Comunidade Remidos no Senhor