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Porque a Globo deciciu ser boazinha?
A estratégia da iniquidade e o fascínio dos ingênuos úteis
Enquanto escrevo estas palavras, a voz de um dos mais destacados cantores gospel do momento ecoa a partir da televisão ligada na sala. Mas, ao contrário daquilo que se possa pensar em um primeiro momento, não é da Record ou da RIT TV que ouço todos aqueles arranjos instrumentais e aquelas vozes agudas com clamores estilizados, mas sim da Rede Globo. Isso mesmo! Quem passa em frente da televisão e escuta as propagandas da música católica e evangélica que hoje faz parte do catálogo da Som Livre pode facilmente concluir que, finalmente, “o gigante se rendeu à Palavra de Deus”!
Rendeu-se mesmo?
De acordo com dados recentes da ABPD (Associação Brasileira dos Produtores de Discos), o segmento de música religiosa é o que menos sofre no Brasil com a já prolongada crise da indústria fonográfica. De fato, os números comprovam esse fenômeno.
No meio católico, por exemplo, nós temos um álbum lançado recentemente que vendeu impressionantes 160 mil cópias somente na semana em que chegou às lojas. Isso é simplesmente o dobro do número de vendas alcançado em um mês pelo CD Amor de alma, da dupla Victor & Léo.
Entre os cantores evangélicos não é diferente. A coleção Promessas, que reúne em 4 CD´s os principais hits da música gospel nacional, vendeu 150 mil discos a mais que o último álbum de Luan Santana.
Um dos segredos de todo esse sucesso é que o consumidor religioso, de um modo geral, prefere adquirir produtos originais. CD´s e DVD´s evangélicos ou católicos são permeados de apelos contra a pirataria, seja em nome da obra social a que destinam parte de seus lucros, seja pela leitura espiritual que é feita do ato da pirataria em si: nos álbuns evangélicos já se tornou comum a mensagem “Pirataria é crime e pecado”.
Informações como estas nos mostram que os grandes conglomerados de mídia do Brasil não estão exatamente preocupados em divulgar a religião. Há, na verdade, uma vasta rede de interesses por trás da promoção de cantores e grupos religiosos. Isso inclui desde os tradicionais estudos de marketing para a verificação das carências de mercado até a formatação e a estilização do visual dos artistas e da sonoridade de cada linguagem musical a fim de que se tornem “produtos adequados”.
OK, é tudo só comércio, então. O show business grava e promove os “nossos meninos” só porque eles estão rendendo dinheiro e são, ademais, “a onda” do momento. Há até quem se digne a tentar consolar os mais atentos com o argumento de que “eles usam a gente para ganhar dinheiro e a gente usa a estrutura e o alcance deles para espalhar o Evangelho”. É até meio heroico isso, não?
Infelizmente não!
Quem me dera que fosse só isso! Acreditem no que estou dizendo, seria muito melhor se esse fosse apenas o tradicional jogo de “chupa-a-laranja-e-joga-o-bagaço-fora” já tão conhecido (e nem por isso evitado) da indústria cultural pop. Eu, de fato, gostaria muito de poder afirmar simplesmente que os músicos religiosos brasileiros estão sendo apenas fantoches de uma indústria malvada e cruel. Sim, gostaria mesmo! Por que então, depois de toda a destruição e frustração característica desse tipo de transação, depois de inúmeros bons ministros e líderes de nossa juventude ajoelhados diante do consumismo e cooptados para o relativismo moral e religioso… eu, pelo menos, poderia alimentar a esperança do soerguimento de alguma reação por parte dos sobreviventes – se os houvesse. Eu poderia rezar para que, por obra e graça do Espírito Santo, depois de tudo isso, todos os escombros resultantes dessa grande tribulação se erguessem, tal como na história de Ezequiel e os ossos secos (Ez 37), em um novo e consistente movimento cultural cristão, algo que trouxesse Deus de volta para o centro de nossa música, como nos bons tempos.
Porém, infelizmente, a realidade é bem mais sinistra que tudo isso. Ao entregar-se docilmente aos cuidados e carinhos da grande mídia brasileira, a música cristã está indo muito além da mera ingenuidade ou mesmo da pura e simples imbecilidade. O que está sendo levado a cabo diante de nossos olhos e ouvidos é nada menos que a corrupção deslavada e aparentemente sem limites daquele que um dia já foi considerado um dos maiores tesouros do cristianismo: a música sacra. E muitos dos nossos estão simplesmente colaborando com isso.
A estratégia que passarei a descrever daqui por diante é uma engrenagem tão ardilosamente engendrada que vem conseguindo seduzir e enganar até mesmo alguns dos mais bem intencionados evangelizadores brasileiros. De fato, ela talvez consista na mais vil e perigosa trama já concebida na História da cultura cristã ocidental… e já não podemos mais manter os olhos fechados diante dessa batalha.
João Valter Ferreira Filho
Discípulo da Com. Cat. Remidos no Senhor
Porque a Globo decidiu ser boazinha? Parte 2
Por que a Globo decidiu ser boazinha? Parte final






Por: Apolinário
Muito oportuno e verdadeiro este artigo.É impressionante como são estrategistas estes moços.
Comentário — 5 de janeiro de 2012 @ 09:24
Por: Lenilson Dantas
muito bom o conteúdo, assunto polêmico e ousado. Parabéns João Valter.
Lenilson Dantas.
Comentário — 8 de janeiro de 2012 @ 09:24
Por: mauro
Parabéns pelos excelentes esclarecimentos que se fazem necessários ao nosso povo.
Comentário — 10 de janeiro de 2012 @ 09:24
Por: Airton Filho
… foi muito bom ter o conhecimento do que já rolando por traz da tão “boazinha” rede globo. Valeu João Walter manda vê, manda mais…
Comentário — 10 de janeiro de 2012 @ 09:24
Por: Aparecida
Muitas das intenções da mídia nós não conseguimos compreender. Que bom termos servos de Deus a nos esclarecer a real intenção deles.Valeu!
Comentário — 14 de janeiro de 2012 @ 09:24
Por: Ariel Silva
Sempre pensei nisso quando via os comercias de musicas católicas na globo…
esse interesse comercial é visível e obvio…
mas eu pensava que era bom pois espalhava a boa nova por esses sistemas de comunicação tão amplos e grandes… mas vi que não é bem assim..
Comentário — 18 de janeiro de 2012 @ 09:24
Por: Nayana
A verdade precisa ser divulgada com coragem. Parabéns João!
Precisamos abrir os olhos do nosso povo.
Comentário — 16 de fevereiro de 2012 @ 09:24