Nas Fontes do Carisma

UM PROGRAMA DE VIDA

 

 

Alessandra Freitas

 

 

Misericórdia: é o ato último e supremo pelo qual Deus vem ao nosso encontro. (…) Misericórdia: é o caminho que une Deus e o homem, porque nos abre o coração à esperança de sermos amados para sempre, apesar da limitação do nosso pecado”.

 

No dia oito de dezembro passado, o Papa Francisco deu início ao “ano da misericórdia”, sinalizado com a abertura da Porta Santa. O Santo Padre direcionou, ainda, que os bispos escolhessem em suas dioceses uma Igreja na qual se celebraria o mesmo rito, favorecendo assim às pessoas de todos os lugares a possibilidade de vivenciar esse ato de fé na misericórdia divina. Hoje, em toda parte existe uma porta santa aberta nessas Igrejas.

 

Entrar por uma dessas portas é um ato simbólico importante. Entretanto, para ir ao encontro da misericórdia de Deus, é indispensável que se abra também a porta do próprio coração. Por ela devem sair os que vivem prisioneiros em seus complexos, culpas, inseguranças, rancores, egoísmo e orgulho. E igualmente por ela devem retornar os que vivem ocupados nas “casas alheias”, ocupados com o “cisco do olho” dos outros, perdidos no ócio, entretidos em julgar o próximo.

 

Seja qual for a nossa condição, o Deus amoroso e paciente vem ao nosso encontro porque “eterna é a sua misericórdia”. “A misericórdia será sempre maior do que qualquer pecado, e ninguém pode colocar um limite ao amor de Deus que perdoa”.

 

Abrir a Porta Santa! Abrir a porta do coração para que entre o Rei da Glória!

 

“Jesus Cristo é o rosto da misericórdia do Pai”. É Ele o Rei da Glória que precisa ser acolhido no íntimo do coração. A Ele precisamos contemplar, nos render, para aprender a ser misericordiosos como o Pai.

 

Abramos, pois, a porta do coração para experimentar a realidade concreta do amor que só Jesus pode ensinar e realizar. Não temamos a demanda de esforço ou os obstáculos que possam surgir, pois o Deus misericordioso se fez “Deus conosco” e veio fazer morada em nossos corações, desde que lhe escutemos (cf. Jo 14,23).  “A misericórdia é uma meta a alcançar que exige empenho e sacrifício”. É preciso, então, coragem e determinação para fazer dela “um programa de vida”.

 

Certamente, quem estabelecer a misericórdia como meta a alcançar, como um legítimo programa de vida, e a este se dedicar, colherá ao longo de seus dias, paz, alegria e ternura.

 

 

 

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