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O SENHOR NOS CRIOU PARA SERMOS VERDADEIRAMENTE LIVRES

 

“Pois Jesus lhe dizia: ‘Sai deste homem, espírito impuro’!”. (Mc 5, 8)

 

Por meio da narrativa bíblica (Mc 5, 1-20) – da qual foi extraído o versículo em destaque – vemos o grande desejo que Jesus tem de ver todos os seus filhos verdadeiramente livres. Contudo, alguns insistem em aprisionarem-se.

 

São Paulo nos exorta, ao final de sua carta aos Efésios, que não é contra homens de carne e sangue que temos que lutar, mas contra os principados e potestades, contra os espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas (cf. Ef 6, 12). Também São Pedro, em uma de suas cartas, alerta-nos a estarmos em vigília constante, pois o nosso adversário, rodeia nossa vida, como um leão que ruge procurando a quem devorar (cf. I Pe 5, 8).

 

Vemos palavras como estas e normalmente tiramos o “corpo fora”, ou seja, pensamos que algo desse tipo jamais aconteceu ou acontecerá conosco. Mas se refletirmos um pouco mais, chegaremos à constatação que em algumas vezes abrimos diálogo com as propostas infernais. Basta apenas uma brecha para que o demônio realize suas artimanhas.

 

Só para se ter noção da astúcia do mal: diante de Jesus, o demônio tenta convencê-Lo de que aquela região, da qual o endemoniado faz parte, precisa dele (do espírito impuro). É como que o demônio estivesse convicto que o povo desta localidade aderiu a sua proposta ou até se acostumaram com aquela situação.

 

Mas para Jesus nada está perdido, nem mesmo aqueles que se acomodaram a presença dos espíritos malignos. O Senhor não poupa um só deles, porque o mal precisa ser extinto por completo. A varredura deve ser geral e bem feita, se não eles voltarão com mais força ainda. Então, pela ordem do Senhor, vê-se que o mal não tem o poder de se instalar em lugar algum, por essa e outras razões eles são imediatamente expulsos pelo Senhor.

 

Porém, para grande surpresa nossa, entra no cenário do Evangelho uma das atitudes mais estranhas encontradas nas Sagradas Escrituras: “Eles puseram-se a suplicar a Jesus que se retirasse do território deles” (Mc 5,17). Este pedido é de deixar qualquer um perplexo. O que houve com estes homens é simples, como falado no início, eles estão acostumados com o mal, com as “correntes” e as “peias”. Além de o maligno plantar seu convencimento de que ali é seu lugar, de outro lado estão os filhos de Deus vivendo aprisionados, sem permitir serem libertos.

 

Quanto ao homem que havia sido possesso, vemos claramente o protótipo de homem salvo, remido, restaurado: “Eles vêm para perto de Jesus e veem o possesso sentado, vestido e são do juízo, o mesmo que tivera o demônio Legião” (Mc 5,15). Aquele que outrora vivia perambulando pelos túmulos e montanhas, soltando gritos, ferindo-se (cf. Mc 5,5), agora se encontra calmo, equilibrado, ordenado. Está aos pés de Jesus a escutá-Lo atentamente. Suas atitudes demonstram o poder de Jesus frente ao mal, mas também a verdadeira libertação daqueles que se deixam conduzir pela Palavra de Deus.

 

Além de escutar o Mestre, ele deseja segui-Lo, mas Jesus bem entende que muito mais ele fará permanecendo em sua terra, anunciando e testemunhando o que o Senhor fez por ele. É na Decápole que aquele homem deve levar a luz de Cristo para tantos homens que jazem nas trevas, que se acomodaram quanto ao mal.

 

Caro irmão, Deus quer expulsar os espíritos malignos que tanto dano causa aos seus filhos. Não é desejo do Senhor ver-nos atormentados, agitados, tomados pelo mal. “É para sermos verdadeiramente livres que Cristo nos libertou. Permanecei pois, firmes e não vos deixeis sujeitar de novo ao jugo da escravidão” (Gl 5, 1).

 

Deus lhe guarde!

 

Ismara Gomes de Sousa

Consagrada de Vida da Comunidade Remidos no Senhor

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